POST Nº 2
Estamos sempre correndo riscos em todas as atividades de nossas vidas. Dirigir com risco maior ou menor vai depender do (a):
1- Meu comportamento (atitudes);
2- Comportamento das outras pessoas;
2- Comportamento das outras pessoas;
3- Qualidade das estradas e ruas e das condições do meio ambiente;
4- Condição(ões) do(s) veículo(s).
Conforme a capacidade que tenho de ter o controle da situação os riscos podem ser:
1- Riscos em que não tenho nenhum controle 2- Riscos em que tenho controle total
3- Riscos em que tenho controle parcial
Exemplificando:
1- Riscos em que não tenho nenhum controle: Querer ou esperar que os condutores dos veículos ajam ou reajam como eu, numa determinada situação.
2- Riscos em que tenho o controle total: Manter o celular desligado enquanto dirijo.
3- Riscos em que tenho controle parcial: Manter uma distancia segura do veículo da frente.
Explicando melhor o que vem a ser o controle parcial:
Quando estou numa fila de veículos, atrás de um caminhão que está “segurando” o trânsito, se abro uma brecha à minha frente o suficiente para caber outro veículo, alguém da fila que se encontra atrás de mim poderá ocupá-la, reduzindo assim a distancia que considero segura. Num primeiro momento eu tenho o controle sobre a distancia até o veículo da frente até que alguém o retira de mim. Ora tenho controle sobre a situação ora eu o perco e isso pode se repetir por diversas vezes.
Posso dizer que, com exceção dos riscos em que não tenho nenhum controle, os demais riscos podem ser administrados ou gerenciados, isso é, está em minhas mãos a decisão de correr risco (arriscar) em maior ou menor grau.
Comportamento das pessoas com relação a correr riscos.
O comportamento do ser humano a correr mais ou menos riscos varia enormemente e recebe as mais variadas influencias. Não é por acaso que os condutores de veículos, na faixa etária entre 18 e 28 anos, pagam mais seguro! Acompanhados por amigos, esses condutores, aos finais de semana, entre as 17 e 22 horas, são os que mais se envolvem em acidentes com vítimas graves e fatais. Tudo isso porque eles se arriscam mais.
Vejam essas situações:
Estou dirigindo numa auto-estrada, na velocidade permitida e de repente passam vários veículos bem acima dessa velocidade. Sem perceber, eu acelero e me encontro acompanhando os corredores. Você já passou por isso antes? O que aconteceu?
Mudei o meu comportamento porque recebi influencia de outros. E pior ainda, às vezes faço isso inconscientemente, sem perceber.
Uma outra situação:
Mudei de cidade e tenho agora novos amigos e colegas que dirigem com mais pressa a que eu estava acostumado. Aos poucos, fui percebendo que eu estava atravancando o trânsito e que era necessário acompanhar o ritmo dos condutores para não me sentir diferente.
O que aconteceu? Alterei o meu comportamento, influenciado pelo ambiente novo.
Ao gerenciar os riscos podemos passar de atitudes coletivas (onde penso no bem estar dos outros), para atitudes individualistas (onde o que importa é o meu bem estar em detrimento dos outros) num “piscar de olhos” e vice e versa.
Arriscar, recebe influencias do país e da região em que vivemos, enfim, depende da cultura do povo e esta também varia com o decorrer dos anos.
Para enfrentar os problemas do dia a dia, escolho entre as várias soluções possíveis, aquela que acho que me dará melhor resultado fazendo uma espécie de balanço entre o risco que vou “correr” e o resultado que espero ter. Explicando de outra forma: No momento em que faço a escolha de como resolver determinado problema, em que não tenho a certeza do resultado, portanto que envolve riscos, a minha escolha é fundamentada no balanço que faço entre os riscos que decido correr e os benefícios que irei obter. Quando decido “correr maiores riscos" espero receber maiores benefícios (para compensar os altos riscos). Ao contrário, quando decido "arriscar menos", espero recompensas também menores.
Vamos exemplificar ainda mais para deixar bem claro essa noção do BALANÇO DO RISCO.
Compro um carro novo com freios ABS e air-bag duplo, itens que não tinha no antigo.
Como me comportarei no carro novo, por exemplo, com relação à velocidade?
1- Continuo dirigindo da mesma forma que dirigia antes;
2- Dirijo agora com mais velocidade.
Se eu escolho a opção um (1) passo a arriscar menos, pois tenho um carro com mais segurança e o que eu obtenho com isso? Recompensas traduzidas em maior segurança.
Se eu escolho a opção dois (2) entro no sistema do balanço de risco, mencionado linhas acima. Ao mesmo tempo em que reduzo os riscos por estar dirigindo um veículo mais seguro, assumo maiores riscos devido ao aumento da velocidade e aí ao final, faço um balanço para ver se compensou. Às vezes, saio ganhando, ficando com saldo positivo, às vezes saio perdendo, ficando com saldo negativo.
Vocês verão no próximo “post” a participação do ser humano, da via e meio ambiente e do veículo nos acidentes de trânsito. A indústria automobilística introduz, novos itens de segurança a cada modelo lançado no mercado. As concessionárias de rodovias, os governos federais, estaduais e municipais, executam serviços nos sistemas viários tornando-os mais seguros. Já as alterações no comportamento do ser humano dependem de educação continuada, trabalhos de conscientização e fiscalização eficiente embasada em legislação bem elaborada.
As informações e alertas sobre os riscos no trânsito rodoviário, só darão bons resultados, expressos numa segurança maior ao conduzir veículos, se eu conseguir fazer com que você esteja disposto a assumir menos riscos.
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